O barato de tudo isso
Às vezes a gente tem que se permitir arriscar. Apostar tudo no cassino da vida por algo que valha a pena.
Precisamos, de vez em quanto, jogar tudo para o alto e então nos jogarmos junto, esperando poder voar. Na maioria das vezes, entretanto, a queda é feia: quebramos a cara, algumas costelas, o coração...
Aí geralmente decidimos jamais tentar novamente. Apesar disso, não há como se proteger da vida. De repente, lá estamos nós, de braços abertos e pés ligeiros, prontos para saltar mais uma vez. E apesar do medo e da insegurança, pulamos. Nos entregamos ao vento que bate na cara e acaricia os cabelos. Nos colocamos à deriva do destino e nos deixamos levar. Nos deixamos cair, com um sorriso no rosto e, sobretudo, rezamos para poder vencer a resistência do ar.
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Hoje eu acordei in perfeição.
"Chega de poesias", me disseram. Não entendem que é preciso escrevê-las para extravasar a sensibilidade, de forma que não se seja nem um pouco sensível ao enfrentar certos acontecimentos cotidianos.